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02 de Agosto

Frente de Libertao do Enclave de Cabinda - Assina: Henriques Tiago Nzita

COMUNICADO

FRENTE DE LIBERTACO DO ENCLAVE DE CABINDA
F.L.E.C.

GABINETE DO PRESIDENTE DA FRENTE DE LIBERTACAO DO ENCLAVE DE CABINDA

NOTA DE IMPRENSA

do Presidente da FLEC

Sobre os supostos acordos

Ao povo de Cabinda
E da dispora

Caros Compatriotas ,

O nosso movimento , a frente de liberaao do Eclave de cabinda (FLEC) atravessa um momento particularmente dificil desde a sua reunificaao. Em Agosto de 2004, teve lugar a conferncia Inter-cabindesa , por iniciativa de KREDDHA (International Peace Council For States, Peoples and Minorities) em Helvoirt, na Holanda como resultado de uma aproximao diplomtica exercitada pela ex-FLec/Fac com o objectivo de facilitar a reunificaao da Resistencia Cabindesa de um lado e por outro servir de medianeiro com o Governo de Angola para uma soluo politica do conflito .

Nesta conferncia participaram as principais faces da FLEC (Flec/Fac e Flec Renovada), as igrejas Catolica e Protestate de Cabinda e a Associao Civica de Cabinda (Mpalabanda) em representao da sociedade civil. Esta conferncia reagrupou as foras vivas de Cabinda e deu lugar reunificao da FLEC e a criao do Nkoto-Likanda, o Conseilho Nacional de Concertao do povo de Cabinda (espcie de parlamento ), bem como o relanamento das instituioes da FLEC: o Bureau Politico (orgo de direco e concepo ), a Presidncia para a liderana da luta e o Secretariado Garal como orgo executivo ; e constituiu-se uma Equipa Negocial, nomeada pelo Presidente da FLEC, no quadro do ForuM Cabinds para o dilogo para trabalhar com o Facilitador na criao de condioes para o dialogo com o Governo de Angola.

A saida desta conferncia, a FLEC era outra vez unida como nos seus primordios, com o Sr. Henriques Tiago Nzita, Presidente do movimento e o Sr. Bento Bembe, Secretariogeral.

O Sr. Henriques Tiago Nzita nomeou o Sr. Bento Bembe, chefe do Forum Cabinds para o dilogo.

Caros Compatriotas ,

Aos 24 de junho de 2005, o Sr. Bento Bembe foi detido no palcio internacional de justia da Haia pela policia Interpol. Ficamos todos indignados e revoltados por esta deteno. Ora, o Sr. Bento Bembe estava sob mandato internacional, depositado pelos Estados Unidos por factos que remontam de 1990, pelo rapto de um cidado americano pela ex-Flec Renovada .

Os Rpresentantes da FLEC na Holanda e a Associao Kreddha que esteve na origem do seu convite Holanda, preocuparam-se para encontrar-lhe um bom advogado a fim de evitar a sua extradio para os Estados Unidos. No entanto, a deteno do Sr. Bento Bembe despertou a optinio internacional sobre o Drama de Cabinda; e os meios de comunicao social mobilizaram-se sobre a guerra em Cabinda.

O julgamento do Sr. Bento Bembe teve lugar a 15 de Novembro de 2005. O tribunal deplorou a ausencia do acusado, apesar de ter arquivado o processo, que ao nosso favour. Em contrapartido o Sr. Bento Bembe, o Secretrio-geral da FLEC, chefe do Forum Cabindes para o Dilogo desaparaceu.

Desaparecimanto voluntrio ou retirada, no sabemos absolutamente nada. O certo que duas semanas antes da sua saida em liberdade provisoria, o Sr. Bento Bembe tivesse recebido a visita do Vice-Ministro dos Negrocio Estrangeiros de Angola. A entrevista teve lugar nos escritorios de KREDDHA na Holanda. porm, os Representantes da FLEC na Holanda no foram informados, nem convidados no encontro entre os dois. Nos, a direco da FLEC e o Conselho Nacional, estamos preocupados pelo seu desaparecimento. Este acontecimento causa uma confuso total no movimento, tanto mais que aquando do processo do Sr. Bento Bembe no Tribunal da Haia, uma forte delegao de oito menbros do governo angolano estava presente, entre os quais o Sr. Raimundoda embaixada angolana em Bruxelas e a Sra. Adelaida do Consulado angolano em Roterdo.

At data, a FLEC no tem nenhuma noticia sobre o paradeiro do Secretrio-geral.Trata-se de uma retirada, uma fuga volutantria ou uma conspirao urdida contra a FLEC e o povo de Cabinda? porque esta forte mobilizao do governo angalano no processo do Sr. Bento Bembe? Qual o papel do Governo de Angola e do M PLA nesta historia?

Caros Compatriotas,

O ocupante e neocolonialista sempre utilizou a diviso do movimento da FLEC. H trinta anos, o nosso povo vitima da HUMLHCO e de PERPETUOS MASSACRES HUMANOS. Deste 1975, o exrcito angolano tinha planificado um verdadeiro genocidio que tem estado a executar, visando a destruio do nosso povo.

Caros Compatriotas ?

No baixemos os braos. O facto de o tribunal ter arquivado o processo do Secretario-geral da FLEC, devido a intromisso do Governo de Angola e dos outros uma vitoria para Cabinda e prova a legitimidade da nossa luta. Mas, devemos saber onde se encontra o Secretario-geral Bento Bembe; e qu nos prepara o governo angolano? Se Angola que negociar, estamos aberto ao Dilogo. A FLEC convida Angola ao Dilogo no espirito da Holanda de boa vontada, de unidade e do respeito s institues, na presence da comunidade international. Recordamos que nos anos 2003, 1996, 1995, 1994, 1992 e 1985, o Governo de Angola encontrou-se com os principais movimento de ento, nomeadamente, Flec/Fac e Flec Renovada com o objctivo comear os contactos exploratorios para uma soluo pacifica e nogociada do coflito. Porm, todos os contactos se resumiram em insucesso por falta de acompanhamento internacional de um lado e da falta de seriedade do Governo de Angola. Por isso, apelamos Comunidade internationnal de assumir as suas responsabilidade e pressionar o Governo de Angola a enveredar pela soluo politica que o povo de Cabinda prope para o fim do conflito. Com este proposito, logo apos a reunificao da FLEC, o Presidente da FLEC endereou correspondncias oficias a Sa. Exa. Sr. Jos Eduado dos Santos, Presidente de Angola, reiterando a vontade dos Cabindas de encetar o dilogo para a definio do futuro estatuto politico de Cabinda; e at hoje no h resposta da parte angolana; seno o incremento da escalada militar. Pede-se a cada Cabinda de apoias o Espirito de Unidade e apoiar a FLEC de modo que o nosso povo possa alcanar a paz genuina.

Caros Compatriotas,

As eleioes angolanas, so concerem angolanos e no deveremos tomar parte delas por ferir o ideal da nossa luta. Votar em eleioes angolanas, significaria a legitimao da ocupao angolana; a renuncia da identidade Cabinda; e o consentimento da humilhao, assassinatos indiscriminados, e violaoes dos direitos humanos de vria indole que tm lugar no nosso territorio, contra o nosso povo, ante o silencio da comunidade internacional. A semelhana de 1992- declara-se Cabinda

Terra Morta no periodo das eleioes angolanas.

Caros Compatriotas,

Exorto ao povo de Cabinda onde quer esteja a redobrar a vigilncia e contribuir nos esforos para a libertao e dignificao do Homem Cabinda. Os actos de corrupo praticados pelo MPLA e o seu governo para enfraquecer a nossa resistencia devem ser denunciados e negados porque metem em causa o destino de todos, o povo, que no se pode hipotecar por apetites insaciveis e traioeiros de um minusculo grupo. A ocupao angolano ilegal, e a soberania de um povo no se hipoteca, nem se usurpa.

Vigilancia, Corgem e Aco o que exorto ao povo de Cabinda neste momentos deficeis. Festejemos a quadra festiva tendo no corao os verdadeiros anseios do nosso povo e reflictamos por aqueles que esto impossiblitados de fazer-lo pelo bem comum.

O povo de Cabinda tem o Direito de viver no seu territorio em total libertade; de aspirar sua dignidade e paz. Os acordos no ns se referem e no haver cessar fogo.

Terminando, desejo todos coragem e de guardar confiana.

Feito em cabinda, aos 02 de Agosto de 2006

O Presidente
Henriques Tiago Nzita



FRONT DE LIBRATION DE LENCLAVE DU CABINDA
F.L.E.C.
CABINET DU PRSIDENT DU FRONT DE LIBRATION DE LENCLAVE DU CABINDA

Note de Presse
du Prsident du FLEC
Sur les prtendus accords
Au peuple du Cabinda
Et de la diaspora

Chers Compatriotes,

Notre mouvement, le Front de libration de lEnclave du Cabinda (FLEC) traverse un moment particulirement difficile depuis sa runification. En aot 2004, a eu lieu la confrence Inter-cabindaise, par linitiative de KREDDHA (International Peace Council For States, Peoples and Minorities) Helvoirt, aux Pays-Bas comme rsultant d'une approche diplomatique exerce par lex-FLec/Fac avec lobjectif de faciliter la runification de la Rsistance Cabindaise d'un ct et autre servir de mdiateur avec le Gouvernement dAngola pour une solution politique du conflit.

Lors de cette confrence ont particip les principales factions du FLEC (Flec/Fac et Flec Rnov), les glises Catholique et Protestante du Cabinda et lAssociation Civique du Cabinda (Mpalabanda) comme reprsentant de la socit civile. Cette confrence a regroup les forces vivent du Cabinda et a donn place la runification du FLEC et la cration du Nkoto-Likanda, le Conseil National de Concertation du peuple du Cabinda (espce de parlement), ainsi qu'au r lancement des institutions du FLEC: le Bureau Politique (organe de direction et conception), la Prsidence pour la direction de la lutte et le Secrtariat Gnral comme organe excutif; et s'est constitue une quipe de Ngociation, nomme par le Prsident du FLEC, dans le cadre du Forum Cabindais pour le dialogue pour travailler avec le Facilitateur dans la cration des conditions pour le dialogue avec le Gouvernement dAngola.

la sortie de cette confrence, le FLEC tait de nouveau uni comme ses premires heures, avec Mr Henriques Tiago Nzita, le Prsident du mouvement et de Mr Bento Bemb, Secrtaire gnral.
Mr Henriques Tiago Nzita a nomm Mr Bento Bemb, chef du Forum Cabindais pour le dialogue.

Chers Compatriotes,
Le 24 juin 2005, Mr Bento Bemb a t dtenu dans le palais international de justice de La Haye par la police Interpol. Nous nous sommes tous indigns et rebells par cette dtention. Nanmoins, Mr Bento Bemb tait sous mandat darrt international, dpos par les tats-Unis par des faits qui remontent de 1990, par le rapt d'un citoyen amricain par lex-Flec Rnov.
Les Reprsentants du FLEC aux Pays-Bas et lAssociation Kreddha qui a t lorigine de son invitation aux Pays-Bas, se sont inquits pour lui trouver un bon avocat afin dviter son extradition pour les tats-Unis. Nanmoins, la dtention Mr Bento Bemb a rveill l'opinion internationale sur le Drame du Cabinda; et les milieux communications sociales se sont mobiliss sur la guerre au Cabinda.
Le jugement de Mr Bento Bemb a eu lieu le 15 novembre 2005. Le tribunal a dplor labsence de laccus, malgr davoir class la procdure, qui est ntre faveur. En contrepartie Mr Bento Bemb, le Secrtaire gnral du FLEC, et chef du Forum Cabindais pour le Dialogue a disparu.

Disparition volontaire ou retrait, nous nen savons absolument rien. Le fait est que deux semaines avant sa sortie en libert provisoire, Mr Bento Bemb avait reu la visite du Vice-ministre des Affaires trangres de lAngola. L'entrevue a eu lieu dans les bureaux de KREDDHA aux Pays-Bas. Pourtant, les Reprsentants du FLEC aux Pays-Bas nont pas t informs, ni invit dans la rencontre entre les deux. Nous, la direction du FLEC et le Conseil National, sommes inquits par sa disparition. Cet vnement cause une confusion totale dans le mouvement, dautant plus que lors de la procdure de Mr Bento Bemb au Tribunal de La Haye, une forte dlgation de huit membres du gouvernement angolais taient prsent, entre lesquels Mr Raimundo de lambassade angolaise Bruxelles et la Mme Adelaida du Consulat angolais Rotterdam.

Pour le moment, le FLEC na aucune nouvelle sur lendroit de retrait du Secrtaire gnral.
Sagit-il dun retrait, une vasion volontaire ou une conspiration ourdie contre le FLEC et le peuple du Cabinda? Pourquoi cette forte mobilisation du gouvernement angolais dans le processus de Mr Bento Bemb? Quel est le rle du Gouvernement dAngola et du M PLA dans cette histoire ?

Chers Compatriotes,
Loccupant et no-colonialiste ont toujours utilis la division du mouvement du FLEC. Il y trente ans, notre peuple est victimes dHUMILIATION et de PERPTUELS MASSACRES HUMAINS. Depuis 1975, larme angolaise avait planifie un vrai gnocide qui a t excut en visant la destruction de notre peuple.

Chers Compatriotes ?
Ne baissons pas les bras. Le fait du tribunal davoir class la procdure du Secrtaire gnral du FLEC, d lintromission du Gouvernement dAngola et dautres est une victoire pour le Cabinda et prouve la lgitimit de notre lutte. Mais, nous devons savoir o se trouve le Secrtaire gnral Bento Bemb; et quoi nous prpare le gouvernement angolais? Si lAngola veut ngocier, nous sommes ouverts au Dialogue. Le FLEC invite lAngola au Dialogue dans lesprit des Pays-Bas de bonne volont, dunit et du respect des institutions, en prsence de la communaut internationale. Rappelons nous que dans les annes 2003, 1996, 1995, 1994, 1992 et 1985, le Gouvernement dAngola sest rencontrs avec les principaux mouvements dalors, notamment, Flec/Fac et Flec Rnov avec lobjectif de commencer les contacts exploratoires pour une solution Pacifique et ngocie du conflit. Nanmoins, tous les contacts se sont rsums par un chec faute de suivi international d'un ct et du manque de srieux du Gouvernement dAngola. Donc, nous faisons appel la Communaut Internationale dassumer ses responsabilits et faire pression au Gouvernement dAngola sengager pour une solution politique que le peuple du Cabinda propose pour la fin du conflit. Avec cette intention, ensuite aprs la runification du FLEC, le Prsident du FLEC a adress des correspondances officielles Son Excellence Mr. Jos Eduardo dos Santos, Prsident dAngola, en ritrant lenvie des Cabindais de commencer le dialogue pour la dfinition du futur statut politique du Cabinda; et jusquaujourdhui il ny a pas de rponse de la partie angolaise; sinon laccroissement de lescalade militaire. Il est demand chaque Cabindais de soutenir lEsprit dUnit et soutenir le FLEC de manire que notre peuple puisse atteindre la paix souhaite.

Chers Compatriotes,
Les lections angolaises, concernent seulement angolais et nous ne devrons pas prendre partie delles pour blesser lidal de notre lutte. Voter aux lections angolaises, signifierait la lgitimation de loccupation angolaise; la renonce de lidentit Cabindaise; et lapprobation de lhumiliation, meurtres indistincts, et violations des droits humains de toute nature qui a lieu dans notre territoire, contre notre peuple, avec le silence de la communaut internationale. La similitude de 1992 - il sest dclar Cabinda Terra Morta pendant la priode des lections angolaises.

Chers Compatriotes,
Jexhorte au peuple du Cabinda o quil soit redoubler la surveillance et contribuer aux efforts pour la libration et dignit de lHomme Cabindais. Les actes de corruption pratique par le MPLA angolais et leur gouvernement pour affaiblir notre rsistance doivent tre dnoncs et tre nis parce quils mettent en cause le destin de tout le peuple, qui ne peut shypothquer par des apptits insatiables et tratres dun minuscule groupe. Loccupation angolaise est illgale, et la souverainet dun peuple ne shypothque, ni susurpe.

Vigilance, Courage et Action cest ce que jexhorte au peuple du Cabinda en ces moments difficiles. Festoyez dans le cadre festif en ayant dans le coeur les vrais dsirs ardents de notre peuple et refltez pour ceux qui sont dans limpossibilit de le faire pour le bien commun.

Le peuple du Cabinda a le Droit de vivre dans son territoire dans une libert totale; daspirer sa dignit et la paix. Les accords ne nous concernent pas et il ny aura pas de cessez-le-feu.

En finissant, je souhaite tous du courage et de garder confiance.

Fait au Cabinda, le 02 Aot 2006

Le Prsident
Henriques Tiago Nzita

(c) PNN Portuguese News Network

2006-08-02 18:14:22

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