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24 de Dezembro de 2006

FLEC - Assina: Henriques Tiago Nzita

Mensagem de Fim de Ano

FRENTE DE LIBERTAO DO ENCLAVE DE CABINDA
FLEC

GABINETE DO PRESIDENTE

Comunicado de imprensa:
Mensagem de Fim de Ano
do Presidente da FLEC
Ao Povo de Cabinda e da Dispora

Caros Compatriotas,

Cabinda um territrio, uma cultura, um povo, uma nao e portanto um estado que na base do Tratado de Simulambuco apresentado por Portugal na conferncia de Berlim onde foi aceite e reconhecido vlido, colocou Cabinda sob proteco da Coroa Portuguesa e afastou os holandeses, franceses e ingleses da corrida pelo domnio do territrio.

43 Anos so passados desde a criao do nosso movimento, a Frente de Libertao do Enclave de Cabinda (FLEC) que encarna a causa cabindense e a luta deste povo pela autodeterminao e independncia.
O percurso tem sido tortuoso e penoso para todo o povo de Cabinda, e em particular para os nossos valorosos combatentes que de armas na mo no poupam esforos e colocam em risco as suas prprias vidas pela causa comum. Diante destes me inclino e peo aos caros compatriotas que reflictamos sobre os sacrifcios consentidos pelos mrtires desta revoluo.
Ao longo desta trajectria, Cabinda perdeu muitos dos seus melhores filhos e alguns por razes diversas, como: cansao, idade avanada, doenas, etc. desistiram, sem contudo terem atentado destruio do ideal da nossa causa;
e de um lado outros organizados em grupos ou de forma isolada vieram reforar a nossa luta nos planos militar, poltico e em forma de associaes cvicas para que a revoluo cabindesa continuasse a sua marcha at a materializao dos objectivos preconizados: a Liberdade, Autodeterminao e Independncia.

O ano 2006 foi caracterizado por episdios at ento nunca registados ao longo do percurso desta luta justa para os Cabindeses e os amantes da liberdade, paz, justia e progresso; e tida como incmoda para os que vem Cabinda no prisma de uma simples vaca leiteira da qual apenas interessa o produto que lhes d.
A defeco do grupo de traidores cabindas, a excessiva militarizao de Cabinda para asfixiar a populao cabindense, a ilegalizao da Associao Cvica de Cabinda Mpalabanda e o recrudescimento dos actos de barbaridade contra a populao cabindense, nomeadamente: assassinatos, execues sumrias, tortura, violaes de mulheres: filhas em frente dos pais e esposas em frente dos esposos, e actos de pedofilia organizados para humilhar e instalar o medo sobre a populao cabindense moda fascista so as prticas correntes do regime angolano de ocupao que se serve das suas foras de defesa e segurana para tamanha desumanidade.
Os actos de represso do regime angolano de ocupao estendem-se aos pases vizinhos de Cabinda onde o nosso povo busca refgio, penetrando nos campos de refugiados Cabindas com a conivncia de oficiais do HCR e das autoridades destes pases para forar o repatriamento dos mesmos, colidindo com as directivas e orientaes da direco do HCR em Genebra que probe tais prticas contra os refugiados Cabindas; e assiste-se a raptos sistemticos de refugiados Cabindas pelas foras de segurana angolana em cooperao com as autoridades dos pases que deveriam garantir a segurana destes refugiados de acordo s normas internacionais.
Esses compatriotas so levados fora e muitos desapareceram sem se terem reencontrado com os seus prximos na sua terra natal, onde o ocupante faz e desfaz como bem entender com toda impunidade.

A histria ensina-nos que nenhum povo se libertou sem bater o p diante do seu opressor.
E, o mais tpico exemplo o do povo Hebreu que tendo sido prometido por Deus a terra de Cana teve que quebrar primeiro as algemas de Fara no Egipto e depois lutar contra os que ocupavam o territrio que Deus dera aos seus ancestrais.
Tanto Fara, como os povos que ocupavam a terra de Cana confiaram nas suas foras e robustez fsica, porm o povo Hebreu depositou a sua confiana e esperana no Deus de Abrao, Isaac e Israel, o Deus da promessa.
Hoje, num ngulo diferente temos um quadro que contempla os mesmos elementos de opresso e recusa da aceitao de um direito agraciado por Deus ao povo de Cabinda, de ser dono do seu destino na terra dos seus ancestrais. Cabinda est assolada, as nossas aldeias abrasadas pelo fogo das foras de ocupao; os estranhos devoram a nossa terra em nossa presena; e est devastada, como numa subverso de estranhos e h, agora, desavergonhadamente alguns filhos de Cabinda que a estes se juntam porque querem tirar proveito do deleite da infmia ao ponto de ajudar na opresso contra o seu prprio povo; lanando-se um contra o outro, e cada um contra o seu prximo; o menino contra o ancio, tudo pela vileza.

Caros Compatriotas,

Em qu devem seguir e estimar um homem cujo flego que est no seu nariz no controla, e num pice pode no estar mais presente? Sigam o ideal da nossa luta que o nico caminho para a nossa vitria. Deus o garante desta vitria (Provrbios, 21:31).

As foras do mal entenderam que em Deus repousa a esperana do povo Cabinda, por isso tudo montaram para destruir o espao que a maioria deste povo escolheu para adorar ao Senhor - a Igreja Catlica de Cabinda, submergindo-a numa crise jamais registada na histria da Igreja Catlica em Cabinda.
Todavia, gostaria de lembrar aos caros compatriotas que tambm Fara em vo tentou impedir o povo Hebreu de ir adorar o seu Deus.
Lamentamos a hesitao do Vaticano de agir como se esperaria na crise que se vive na Igreja Catlica de Cabinda que deve logicamente veicular a mensagem da liberdade, paz, justia e da salvao pelo qual o nosso Senhor Jesus Cristo dedicou o seu tempo, estando na terra entre ns e deixou como legado queles que lhe seguem.

Ser que Cabinda no se rev no momento de graa do nosso Senhor? Ento, porqu o silncio do Vaticano e o alinhamento da CEAST com o regime de ocupao do MPLA?

Caros Compatriotas,

As potncias mundiais, mormente: os EUA, Frana, Gr-Bretanha e Portugal, potncia protectora de Cabinda, bem como a O.N.U. e a U.A. que tm o dever de velar pela aplicao do que est consagrado nas cartas das Naes Unidas e Africana sobre os direitos humanos e dos povos, continuam a ignorar ou pretendem ignorar que o povo de Cabinda vive uma depravao infligida pelo regime de ocupao do MPLA, que estas mesmas potncias e organizaes no toleram em outras partes do mundo; mas em Cabinda fazem vista grossa, porque o Governo de Angola, o perpetrador, detm o controlo dos recursos naturais do territrio e temem pelas represlias econmicas, por parte de Angola, que constituem o seu maior interesse e no o povo de Cabinda.

Ser que para Cabinda a lgica prevalecente a da perverso?
Pedimos s potncias mundiais e a estas organizaes que revejam a sua atitude sobre a questo de Cabinda que agora se apresenta para si mais como um desafio para provar a sua coerncia do que um problema para resolver.

Caros Compatriotas,
A sada de Helvoirt em 2004, privilegiamos o dilogo e apresentamos a nossa disponibilidade, como agora, de dialogar com o Governo de Angola com a assistncia da comunidade internacional para encontrarmos uma soluo poltica aprimorada do conflito em Cabinda; infelizmente, mais uma vez o Governo de Angola agiu como um colonizador intrpido que no olha a meios para manter o actual status quo e aproveitando-se do silncio cmplice da comunidade internacional forjou o dito Memorando de Entendimento que rubricou com os traidores cabindas.

Outrossim, entre a vida e a morte temos o direito de escolha, e acredito que a rejeio unnime, clara, frontal e inequvoca do dito memorando expresso pelo povo de Cabinda deixou bem claro aos Governantes de Angola e ao Mundo sobre a nossa escolha que a VIDA.
Desta feita, exorto a todo Cabinda onde quer que esteja a juntar-se do lado da razo constitudo pelo povo Cabinda sobre quem repousa o direito de autodeterminao e trazer o seu contributo de toda espcie para traduzir em actos a nossa escolha.
Felicito e encorajo o povo de Cabinda em geral e as nossas Foras Armadas Cabindesas Unificadas em particular pela coragem, bravura e discernimento que tm demonstrado nas diferentes etapas da nossa luta; e apelo a todos compatriotas de no se confundir nas ideias de oportunistas e traidores que pretendem servir-se do sofrimento do nosso povo para obter satisfao material ou cargos ministeriais no governo angolano do MPLA; e distinguir sem equvocos a dissenso da manipulao, abraando o ideal da nossa luta pela dignificao do nosso povo.

Vamos concentrar o nosso saber e esforo no que til e necessrio para o bem do nosso povo, e abortar todas as intenes maquiavlicas das foras de ocupao do MPLA.

A unio a nossa fora, e lutar pela dignidade do nosso povo o nosso dever.

Terminando, desejo a todos a passagem de festas felizes.

Feito em Cabinda, Aos 24 de Dezembro de 2006

O Presidente

Henriques Tiago Nzita

(c) PNN Portuguese News Network

2006-12-29 19:11:10

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