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01 de Dezembro de 2007

FLEC - Assina: Nzita Henriques Tiago

CARTA ABERTA AOS PARTICIPANTES DA CIMEIRA DE LISBOA UNIO EUROPEIA-FRICA DE 8 A 9 DE DEZEMBRO DE 2007

Dignssimos Chefes de Estado e de Governo
Senhoras e Senhores Delegados
Ilustres Convidados

01/12/07

Em nome do povo de Cabinda e do meu prprio, venho com a devida vnia saudar e encorajar os Dignitrios representativos dos estados e governos da Unio Europeia e da frica reunidos nesta augusta Cimeira que se realiza num momento que a frica e a Europa procuram os melhores caminhos para o seu reencontro e a estabilidade mundial, que todos auguramos seja extensiva a todos os povos e naes;
Pelo que pedimos, que a semelhana de Berlim, em 1885, se preste ateno ao DOSSI CABINDA E AS SUAS CONSEQUNCIAS.

Trata-se de um problema crucial de um povo que procura libertar-se da ocupao, domnio estrangeiro e do jogo poltico imposto pelo Governo de Angola encabeado pelo MPLA.

A FLEC, legitimo representante do povo de Cabinda, na luta pela sua emancipao, traz ao conhecimento da Cimeira Uniao Europeia-frica e da opinio internacional sobretudo dos organismos ligados aos Direitos Humanos a gravidade da situao vivida no territrio de Cabinda, protagonizada pelo regime de ocupao de Luanda consubstanciado no seguinte:

1. Violao sistemtica dos direitos humanos.

O povo de Cabinda est reduzido a uma condio desumana s comparada com o esclavagismo e feudalismo imposto pelo regime de Luanda numa altura que as relaes interestaduais e entre os povos primam pela observncia rigorosa dos direitos humanos e individuais, que paradoxalmente em Cabinda todos se esforam em no ver, mesmo vendo e no falar, mesmo quando a conscincia os obriga.

Aldeias queimadas e desaparecidas do mapa de Cabinda, execues sumrias, raptos em que se exige em troca o silncio e a aceitao do regime de ocupao; sequestros, deportaes, casamentos forados de menores de idade do sexo feminino com membros das foras de defesa e segurana do regime de ocupao; perseguies e aprisionamento de cabindas inocentes da qual no se poupam jornalistas e activistas cvicos cabindas e internacionais, e membros das igrejas que no alinham com as pretenses do regime, sob pretexto de apoiar a resistncia armada, que ao mesmo tempo Angola diz ter neutralizado.

No entanto, Angola continua a aumentar o seu efectivo militar no territrio de Cabinda e nos pases vizinhos de Cabinda, onde persegue abertamente os refugiados cabindas sob proteco do HCR, sem que esta organizao e a Comunidade Internacional interpele e reprime o regime de Luanda pelos seus actos utilizando os mecanismos afins.

Recentemente, em Novembro, foram raptados quatro cidados cabindas num hospital do Baixo-Congo (RDC) e levados para Cabinda onde esto ilegalmente aprisionados e submetidos s piores vicissitudes. Trata-se dos compatriotas:
Daniel Samuel Massiala, Jos Buanha, Francisco Tiaba e Cristiano Manuel de Jesus.

Igualmente, foi raptado do territrio de Cabinda e desterrado para Luanda, Angola, o jornalista cabinds Jos Fernando Lelo correspondente da VOA em Cabinda sem culpa formada, nem julgamento feito, do qual no se tem informaes concretas sobre o seu estado.

Em suma, o povo de Cabinda vive um verdadeiro inferno na sua terra, e ningum atende aos seus gritos porque ningum pretende pr em risco os seus interesses econmicos para defender um povo em vias de extino.

Em Cabinda, o petrleo simplesmente mais valorizado que a espcie humana.

2. O conflito.

A Lei Constitucional de Angola define a Repblica de Angola como um Estado Democrtico e de Direito; logo a cultura do dilogo e da negociao seria um pressuposto para a soluo do diferendo que ope o Governo de Angola ao povo de Cabinda.

Num estado democrtico e de direito, a soberania reside no povo, a quem cabe determinar o seu destino. A FLEC, em representao do povo de Cabinda, tem chamado repetidamente a ateno do Governo de Angola para entabular um dilogo franco, srio, e transparente com os representantes do territrio de Cabinda, que infelizmente sempre foi respondido com o recrudescimento da escalada militar e da violncia contra as populaes cabindesas indefesas.

A aposta de Angola pela soluo militar est evidenciada no lanamento da maior ofensiva militar das foras angolanas no territrio de Cabinda, em 2002, sob o cdigo de Operao Limpeza, que continua at hoje com mudanas sucessivas de cdigos e que visa o extermnio massivo da populao cabindesa.

Esta atitude de Angola no apareceu estranha ao povo de Cabinda que vem sendo vtima das barbaridades de Angola desde o golpe militar protagonizado pelo MPLA em 1974 que ditou a ocupao de Cabinda, e se seguiu a anexao de Cabinda a Angola logo aps a independncia desta em 1975.

Porm, o silencio da Comunidade Internacional e sobretudo da Unio Africana e de Portugal, potncia a quem os Cabindas confiaram a sua proteco, e da Europa que tem laos seculares com o continente africano, e que sustem bem alto o estandarte da observncia dos direitos humanos, justia, paz, democracia e a cultura do dilogo e de negociaes para a soluo dos diferendos polticos, como fez prova em Timor Leste e Macednia, e hoje em Kosovo, Sahara Ocidental e Sudo, s para citar estes, amordaa-nos mais que a crueldade do regime de Luanda. Ento, porqu o silncio sobre Cabinda?

Outrossim, a FLEC em nome do povo de Cabinda reitera a sua disposio de privilegiar uma soluo poltica aprimorada do conflito pela via do dilogo e negociaes que envolve a Comunidade Internacional como rbitro e garante durante as negociaes e a implementao dos acordos a alcanar.

Para o efeito endereamos uma proposta concreta ao Governo de Angola, a Sua Excelncia Senhor Presidente Jos Eduardo dos Santos, e um dossi compreensivo da nossa posio a vrios Estadistas e Chefes de Governos presentes na Cimeira de Lisboa, e no s, para que tenham em ateno o drama do povo de Cabinda e dem o seu contributo para pr fim ao martrio do nosso povo.

3. Apelo.

A soluo assente na fora das armas e na corrupo estimulada pelo Governo de Angola para calar as bocas quer dos cabindas, bem como de personalidades internacionais no trouxe a soluo do conflito e custa mais caro humanidade que a busca de uma soluo pacfica pela via do dilogo e de negociaes.

Pelo que apelamos:

a) Que no mbito da soluo dos conflitos em frica, factor de desestabilizao e subdesenvolvimento do continente africano; e visando o progresso dos povos e o desenvolvimento humano em frica, se aflore o problema de Cabinda, cuja soluo cremos influenciar grandemente a estabilidade e a paz na Regio Central da frica e por conexo a Regio dos Grandes Lagos e a frica em geral.

b) Que os Cabindas no so hostis aos interesses estrangeiros existentes no seu territrio, por isso a soluo pacfica do conflito no poder ameaar os interesses estrangeiros em Cabinda; pelo contrrio ser um estmulo.

c) Que se interpele o Governo de Angola para cessar todas as praticas desumanas no territrio de Cabinda e enveredar pela soluo do conflito pela via do dilogo e de negociaes srias e transparentes, abraando a disposio e a abertura que os Cabindas apresentam.

d) Que Portugal, apoiado pela Unio Africana e a Unio Europeia refiram o problema de Cabinda ao Conselho de Segurana da ONU e ajude na criao do espao para o dilogo, visando a soluo definitiva do conflito de Cabinda.

Terminando, gostaria de desejar xitos aos propsitos da Cimeira e reiterar aos Lideres da frica e da Unio Europeia reunidos que tendes em vossas mos a sorte do martirizado povo de Cabinda, e a possibilidade de promover relaes humanas mais justas em frica e a coexistncia pacifica, para bem da humanidade.

Com estima e considerao de Vossas Excelncias,

Subscrevo-me,

Henriques Tiago Nzita
Presidente da Frente de Libertao do Estado de Cabinda
Chefe do Governo Provisrio de Cabinda.

(c) PNN Portuguese News Network

2007-12-05 21:29:32

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Comentrios
  
jose da costa  2012-01-06 17:27:26
longa vida ao simbolo maximo da nossa resistencia legitima, se morrer antes da concretizao das nossas aspiraoes nao se entristesse porque ns levaremos adiante as razoes sob as quais edificaste a sua vida:termino com as palvras sbias da Maghatma GANDI: QUEM PROCURA A VERDADE DEVE ESTAR DISPOSTO A SACRIFICAR TUDO PELA VERDADE. VIVA FLEC, VIVA CABINDA PORQUE A FLEC SOMOS TODOS NS

Henriques Tumbudila  2011-08-10 11:19:30
Cher grand pere,vous etes reste le seul espoir pour la lutte cabindaise.Ici,tous le monde court derriere le dollar[provenant de notre propre petrole]que le MPLA distribue pour les conrompre.Touchez tout le monde les celebres ONG de defenses de droit de l homme[HUMAN W.RIGHTS]et autres pour qu ils viennent enqueter.Continuer a faire du bruit sinon nous ne nous en sortirons pas.

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