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Comunidade Lubundunu vtima de represso

Manifesto da Nao Cabindesa provoca a ira de Luanda

Cabinda Sem surpresa, a publicao do Manifesto da Nao Cabindesa (na foto) no deixou indiferente o poder poltico angolano. Entretanto a pedido das autoridades eclesisticas est a ser delineada uma aco contra a Comunidade Lubundunu, apontada como a nova Igreja (eventualmente Catlica) de Cabinda.

No domingo, 27 Janeiro, padre Jorge Congo, Belchior Tati e Capita, no regresso das exquias de uma familiar, no Congo Brazzaville, foram interpelados, s portas de Lndana, num controlo que se tornou famoso pelos excessos da polcia e do Sinfo afirmou testemunha PNN. A viatura em que viajavam foi capilarmente revistada e foram, at padre Congo que mora em Lndana, intimados a identificarem-se.

Entretanto, uma quantidade de viaturas acumulava-se no local e, como sempre, as especulaes espalharam-se at Cabinda e Massabi, onde, calmamente, saboreava a sua informao um mussorongo chamado Alfredo que est na Emigrao, mas que membro do Sinfo avana a mesma testemunha. Padre Jorge Congo, Belchior e Capita ficaram retidos durante 50 minutos para desespero dos familiares que no compreendiam tal atitude da DISA e da polcia que foram chamados de Cabinda. Os de Lndana desconheciam tal operao coup de point.

Facilidades e dilogo ningum esperava, afirmam observadores do modo de agir do MPLA-Estado em Cabinda. No entanto, ningum aguardava medidas to intimidadoras, orientadas por um esquema to elaborado de DISA.

O Governo recuperou todas as velhas estruturas e mtodos da DISA e do partido-nico, afirmam os mesmos observadores. Lede o responsvel da contra-espionagem. Este perdeu, contudo, relevncia com a vinda do novo chefe do Sinfo, que retirou confiana aos cabindas. Neste momento quem manda e determina um denominado Zinho, que controla a explorao do ouro, e Macongo de Almeida da velha guarda da DISA que controla as empresas madeireiras e construo civil. A ilharga dos seus inimigos de predileco tm um anjo da guarda, usando at as domsticas e membros dos grupos corais, sobretudo, protestantes e de algumas seitas afirmam.

Estudantes do Plo de Cabinda da Universidade Lusada de Angola foram recrutados, com chorudas compensaes financeiras, para gravarem, com aparelhos sofisticadssimos, as aulas do Padres Congo, Raul Tati, Pambo, Martinho Nombo e Luemba.

A isto se acresce outras medidas inconcebveis. Lndana, por exemplo, um dos lugares mais calmos de Cabinda, vai contar agora com uma segunda esquadra da polcia. Esta vai ser construda logo entrada da vila, curiosamente junto residencia do padre Jorge Congo, em face de um bairro pauprrimo de deslocados e da praa municipal miservel, com produtos expostos no cho. Isto no prioridade. Todos tm a plena conscincia que esta esquadra da polcia no se justifica em Lndana e que simplesmente mais um instrumento de presso sobre padre Congo.

Os cabindas do MPLA-Cabinda convocaram todas as estruturas de segurana (SINFO, polcia, chefia militar). Desataram em acusaes contra estas por no terem tido a capacidade de evitar a publicao do Manifesto. Tiveram saudades do Miala. Recorda-se que esta magna reunio foi presidida por Mangovo, um Cabinda relata testemunha.

Estrategicamente, Anbal Rocha retirou-se para Angola no participando numa reunio em que se projectou at matar as figuras mais representativas da Sociedade Civil. Segundo a testemunha da PNN so sempre os mesmos cabindas, repletos de privilgios contra outros cabindas. Almeida, do Malembo, era o cabinda mais ponderado. Procurou chamar razo os seus colegas do partido para, antes de tudo, estudarem o documento, mas estes endureceram ainda mais as posies. O comandante da polcia manteve uma atitude serena, procurando acalmar os nimos e chamando ateno que eram simplesmente homens desarmados. No fim da reunio, Mangovo e Afonso Maria Vaba foram televiso e rdio que monopolizaram e lanaram toda a espcie de improprios, ameaas e ofensas contra os signatrios do Manifesto.

Entretanto a pedido das autoridades eclesisticas est a ser delineada uma aco contra a Comunidade Lubundunu, apontada como a nova Igreja (eventualmente Catlica) de Cabinda. Membros da Comunidade j foram pura e simplesmente despedidos dos seus empregos.

Os observadores interrogam-se da incapacidade poltica do MPLA em lidar com os cabindas e que, desde 1974, apenas usou a deportao, assassinatos, a mentira, a incitao tribal, o corroer de alguns cabindas e prises arbitrrias como aquela de Fernando Lelo. Toda a agente parece ter-se apercebido que a presena de Angola apenas suportada por um aparato blico e que politicamente anda j cadavrico. Tem argumentos contra a FLEC armada, mas v-se de mos atadas para se confrontar com uma sociedade civil repleta de estrelas, de ideias e de fora moral concluiu a mesma testemunha.

Entretanto, Bento Bembe passou pelos Congos, acompanhado de Macrio Lembe, Jos Gualter, Chicote, para vender a sua imagem de Cabinda ao presidente Sassou Nguesso.

(c) PNN Portuguese News Network

2008-02-02 01:40:55

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Comentrios
  
lu  2010-09-29 19:21:31
t errado

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"Kupdi tmuka ko: Nti ava kamnina."
(Ningum pode arrancar: A rvore (adulta) que j tem razes.)
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