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Sociedade

Igreja estatal teme a amplitude do fenmeno

Comunidade Lubundunu mais uma vez atacada pela polcia angolana

Cabinda A comunidade de Lubndunu tem-se tornado numa preocupante concorrente igreja estatal em Cabinda. Com cerca de 10 mil crentes a comunidade Lubundunu foi mais uma vez atacada pela polcia angolana.

A comunidade de Lubndunu que j se constituiu quase numa igreja, resolveu organizar a habitual peregrinao quaresmal. Esta partia de Santa. Catarina, a 10 km da cidade de Cabinda at sua sede, S. Tiago testemunhou um fiel da comunidade ao Ibinda.com.

Para evitar os acostumados dissabores provocados por uma polcia a soldo de um partido-estado e dum poder colonial, fizeram o que habitual, segundo a lei angolana: mandar uma carta de aviso Administrao de Cabinda avana a mesma testemunha.

No dia 15 Maro, logo pela manh, a comunidade, cerca de 10 mil crentes, sem contar crianas, reuniu-se no largo da igreja de Santa. Catarina. Depois da orao, puseram em marcha, rumo a S. Tiago. Quando o cortejo chegou no troo entre Santa. Catarina e Nsindi, Povo-Grande, um batalho dos sempre anti-motins, armados at aos dentes, impulsionados por Oliveira, bloquearam, com as armas apontadas, a turba que avanava em orao.

Imediatamente foram detidos Lino Yebo e Xavier Soka e conduzidos Investigao criminal. Toda aquela multido ficou a exposta ao sol escaldante, inclusive as crianas. O poder poltico decidiu que s podiam regressar cidade de carro e no a p. Estavam profundamente envergonhados e espantados quer o poder angolano quer a igreja-oficial com tamanha desproporo entre Lubndunu e a igreja oficial.

Padre Milan, o verdadeiro bispo de Cabinda indica a fonte do Ibinda.com, frente da capelinha do Nsindi, onde estava com um punhado da fraternidade-Napoleo, contemplava emudecido a multido-lubndunu e, logo depois, batia palmas ao ver a interveno musculada da polcia. Oliveira abriu o seu livro de acusaes: a Arca-de-No, um simples grupo de jovens da comunidade-lubundunu era ilegal, porque no estava com o bispo e perigava a ordem pblica; os que rezam em S. Tiago eram o prolongamento da Mpalabanda, independentistas, porque no estavam com o bispo. Xavier e Lino foram libertos por volta das 17 horas e intimados, sob pena de serem acusados de desobedincia.

Este facto, uma repetio do que j se viveu desde que chegou Filomeno Vieira Dias (foto) em Cabinda. No entanto, este acontecimento revela algo muito mais profundo se tivermos em conta o que, dias antes ou no mesmo dia aconteceu afirma a fonte do Ibinda.com: Vejamos. No dia anterior, 14, uma turba de agentes do Sinfo passou, no Cabassango, ameaando tudo e todos, guiados por um catequista de nome Ricardo, trabalhador da Chevron. Este, hoje, com o Regedor Simo Congo, a figura mais emblemtica do Cabinda-vira casaca, decidiram ambos entregar fora igreja-oficial um terreno, onde a comunidade-lubndunu projectava construir uma igreja. Nesta mesma linha de usurpao e intimidao os senhores Guilherme, enfermeiro no hospital provincial, Mavungo, radiologista na clnica da Chevron, Tibrcio, responsvel pela hemoterapia do hospital de Cabinda e Sebas, desempregado que vive, no entanto, com grande opulncia, que induziram um punhado de escuteiros e uma minscula parte do grupo coral Cristo-Rei a retomarem a igreja-governo, iniciaram uma cruzada contra todos aqueles que, a troco de avultadas somas de dinheiro e de promessas de futuros cargos governamentais, no os quiseram acompanhar no seu regresso igreja-oficial.

A mesma fonte avana que o primeiro objectivo a atingir um tal Zeferino, funcionrio da clnica da Chevron. Este jovem tem sofrido as maiores atrocidades dentro da Chevron. Depois de 11 meses de priso, solto sem julgamento, foi, com muita dificuldade, readmitido a trabalhar. Porm, foi-lhe interdito de entrar no quintal do Malongo, reduziram-lhe o salrio e tem sido o inimigo a abater da doutora Vanda, uma mdica angolana, incompetente segundo a rua, incitada por Mavungo. a mesma mdica que, por motivos no bvios, tem sido a ponta-de-lana para a expulso dos quadros cabindas: Dr. Capita e Dr. Casimiro Nzau. Este ltimo, depois de ter sido avaliado por um enfermeiro, vindo de Luanda, teve um nove abaixo de zero e forado, por isso, a abandonar a clnica. O mundo riu-se. A Chevron, todavia, segue com grande satisfao a luta da mdica Vanda contra os cabindas. Alis, apoia e incita-a a continuar com a sua guerra.santa contra os cabindas indefesos acusa a testemunha.

Ultimamente estes trs activistas da igreja-oficial no cessam de espalhar o terror e a intimidao. Atitudes que tm um objectivo bem delineado: todos aqueles que no esto na igreja-oficial vo perder os empregos, no tm futuro e a sua segurana pessoal corre risco. Isto revelou-se pateticamente no dia 6 de Maro, no Cabassango, noite, aquando do velrio da morte do senhor Pambo, pai do Padre Alexandre Pambo, um dos castigados e sob a mira do poder poltico angolano. A polcia montou um forte dispositivo de controlo mesmo a dois passos do lugar, onde se encontrava o velrio. Os carros eram revistados e todos que por ai passavam intimados a exibir os bilhetes de identidade.

Todos estes acontecimentos que esto a torturar a alma pacfica e acolhedora dos cabindas esto a levar muitos cristos da igreja-oficial a refugiarem-se na comunidade-lubundunu confirmaram ao Ibinda.com vrias testemunhas.

Finalmente est quase assente, e goza de uma grande unanimidade, a criao de uma nova igreja dada a imagem deteriorada da igreja-oficial e o consequente clima de dio e crispao entre as duas alas. Por outro, toda esta preocupao do Governo em salvaguardar e cimentar a presena do Filomeno tem revertido a desfavor do prprio Filomeno que aparece como um autntico enviado do poder colonial.

Todos, porm, temem que este mesmo poder no vai hesitar em matar e prender possveis cabecilhas desta possvel igreja o que no vai ser nada benfico para a imagem do prprio Vaticano, que tem jogado com o factor tempo. Pensa que esta crise vai passar com o tempo. No sabe, contudo, porque informado unilateralmente por Becciu que a clivagem vai se afundando e que os catequistas, nesta Pscoa, pensam em baptizar concluiu a testemunha do Ibinda.com.

(c) PNN Portuguese News Network

2008-03-18 23:59:14

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