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Negociaes com indivduos isolados no comprometem a FLEC

Cabinda: Resistncia desmente existirem encontros secretos com Angola

Lisboa A direco da resistncia cabindesa desmentiu esta tera-feira, 03 de Fevereiro, que tivessem ocorrido no final de 2008 encontros secretos em Cabinda e Brazzaville entre a FLEC e importantes figuras ligadas ao Governo angolano.

Essa notcia apanhou-nos de surpresa disse o vice-presidente da FLEC, Alexandre Tati, PNN e garante que o movimento no tem previsto, neste momento, um programa de negociaes com o Governo angolano. O vice presidente da FLEC nega tambm que elementos influentes da FLEC/FAC estejam a estabelecer contactos com Luanda ou com a equipa do Ministro sem pasta, Antnio Bento Bembe. Porm o mesmo responsvel da resistncia no exclui a hiptese de indivduos isolados de outras sensibilidades tivessem encontros com as autoridades angolanas, uma situao que no envolve nem compromete a FLEC/FAC, sublinhou.

Para Alexandre Tati a difuso destas notcias pode ser uma manobra do inimigo para confundir a opinio pblica e tentar destabilizar as estruturas do movimento.

Tambm contactado pela PNN o comandante militar da resistncia Rtula afirma que a propagao de falsas informaes pretende apenas enfraquecer as estruturas, a base e as chefias da resistncia em Cabinda dado estas constituem o principal alicerce do movimento.

Este rumor pode ser uma emanao de elementos infiltrados no nosso movimento que esto a fazer tudo por tudo para nos neutralizar e prepararem um terreno frtil que favorea a aplicao dos intentos do inimigo acusa o responsvel militar.

Nzita Tiago, presidente da FLEC, garante tambm que no foram estabelecidos encontros secretos com Angola. O lder do movimento acredita que o conflito em Cabinda pode ser resolvido atravs de uma soluo poltica, mas exige que qualquer negociao dever ser aberta, na presena de observadores internacionais e nunca atravs de encontros secretos.

Diversas vezes a FLEC manifestou disponibilidade para negociar com Luanda o fim do conflito em Cabinda, mas contesta negociaes paralelas com faces dissidentes do movimento ou com elementos destitudos dos seus postos. Apesar da resistncia declarar que qualquer negociao tem de passar pela direco politica do movimento, o papel dos militares no interior Cabinda e da sociedade civil incontornvel.

Reconhecendo a reabertura de negociaes com a FLEC o Governo angolano, alm de ser obrigado a assumir que ainda existe um conflito em Cabinda, colocaria num plano secundrio o papel da equipa de Antnio Bento Bembe que constitui a verso FCD-Bento. Uma situao que Bento Bembe recusa dado que poderia provocar a destituio de alguns dos seus fiis dos cargos estatais que lhes foram atribudos no quadro do Memorando de Entendimento assinado no Namibe pela faco dissidente da FLEC.

O FCD de Bento Bento tenta vigorosamente impedir reabertura de todo tipo negociaes com a resistncia e exige que qualquer processo passe exclusivamente pela integrao daqueles que considera refractrios na sua estrutura tentando legitimar assim a sua autoridade na questo de Cabinda.

Perante a falta de dilogo entre a faco Bento e as estruturas militares operacionais da FLEC o Governo angolano avana com uma equipa paralela que progressivamente tenta na Europa e em frica seduzir elementos dos movimentos que foram marginalizados pelo Memorando de Bento Bembe e que podem ser apresentados comunidade internacional como as peas que faltavam ao puzzle da pacificao real de Cabinda.

Rui Neumann


(Foto arquivo)

(c) PNN Portuguese News Network

2009-02-03 17:20:23

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