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Estrangeiros ameaçados

Cabinda: «O objectivo era cortar cabeça aos chineses»

Cabinda - «Mágoa Mundombi», alcunha do guerrilheiro que disparou o primeiro tiro na emboscada contra três camiões que transportavam trabalhadores chineses em Cabinda, disse à PNN que «o objectivo era cortar cabeça aos chineses» e garantiu que «todos os estrangeiros são alvos».

Em resposta à reacção do ministro sem pasta angolano, António Bento Bembe, que negou a emboscada contra os trabalhadores chineses em Cabinda, um dos operacionais do comando da resistência que efectuou a operação disse à PNN, em entrevista telefónica, que a «emboscada foi previamente preparada nas matas».

«Mágoa Mundombi», nome de guerra do combatente, precisou que a operação mobilizou 42 homens que «caminharam na mata durante cinco dias, até ao ponto estratégico», chegados ao local separaram-se em vários grupos e esperaram durante uma noite a chegada da coluna de veículos da empresa construtora chinesa. Às 06:00 horas tiveram a primeira informação que indicava a aproximação dos veículos.

«Deixamos passar o primeiro veículo que transportava militares angolanos. Com a chegada do segundo camião, com os chineses, disparei os primeiros tiros» garantiu Mágoa Mundombi, «depois os meus camaradas dispararam também». Imediatamente os guerrilheiros «cortaram a estrada impedindo o avanço dos camiões», compreendo que estavam cercados os trabalhadores chineses não reagiram.

«O nosso objectivo era cortar cabeça aos chineses e mostra-las como prova que há guerra em Cabinda» afirmou Mágoa Mundombi, mas quando foram alertados, por outros guerrilheiros que garantiam o «perímetro de segurança» à acção, da aproximação de veículos militares angolanos retiraram para as matas depois de destruírem dois camiões.

«Vamos continuar a atacar os estrangeiros, vamos bater os brancos, fomos formados para isso» afirmou o mesmo guerrilheiro, «qualquer tipo de nacionalidade é alvo, mas pior será para os portugueses porque Portugal é o pai dos nossos problemas», acrescentando: «agora não haverá raptos, agora matamos».

Angola reconheceu o «incidente» mas atribui a autoria do ataque a «bandidos provenientes do interior da cidade de Cabinda».

No entanto, como represália as Forças Armadas Angolanas, FAA; procederam a numerosas rusgas nas aldeias de Liamboliona e Ueca. Populares indicam que com a intervenção das FAA cinco pessoas desapareceram e foi detido o chefe da aldeia Liamboliona na prisão Tchibueti junto a Massabi.

RN

(Foto: imagem de arquivo)

(c) PNN Portuguese News Network

2009-03-31 18:29:08

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Comentários
  
A  2012-09-05 17:17:25
Nos nao queremos etonomia nos quermos a Independecia em cabinda por isso havera uma querra que todos nos iremos pegar as catana combater contra os nossos daversario que se chama ZD ELE E burro e tambem este e o ultimo ano que ele volta a mandar os angolanos

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