 |
| Outras |
|
 |
| Segundo a guerrilha |
| Cabinda: FLEC anuncia morte de três soldados angolanos |
| 2009-07-02 11:56:17 |
 |
| Cabinda – A resistência cabindesa anunciou que três soldados angolanos foram mortos e dois ficaram feridos numa emboscada da guerrilha em Cabinda. |
 |
Segundo um comunicado assinado por Estanislau Miguel Boma, Chefe do Estado Maior das FAC (Forças Armadas de Cabinda) Unificadas, braço armado da FLEC, a acção ocorreu às 10h35 de 27 de Junho quando uma patrulha das Forças Armadas de Angola (FAA) foi alvo de uma emboscada numa «picada liga as aldeias de Cata Xivava e Caio Contene, perto do cemitério de Madoco» precisa o documento.
Esta acção ocorre quando a FLEC decidiu reduzir as acções militares no território para «dar uma oportunidade à diplomacia», explicou fonte na guerrilha à PNN que lamenta o «silêncio permanente» do Governo angolano que «não dá sinais claros de vontade para dialogar».
Entretanto o comandante da guerrilha Filomão Mavungo, chefe militar da frente norte, acusou empresas brasileiras de prospecção petrolífera onshore, associadas à Sonangol, de «estarem cada vez mais presentes em Inhuca, Dinje, Necuto e Buco Zau» considerando uma imprudência às advertências da guerrilha que alerta repetidamente para a situação de guerra que ainda se vive em Cabinda e que pode causar a morte de estrangeiros.
O mesmo comandante afirmou também que 26 militares das FAA teriam sido mortos em combates com a guerrilha durante a primeira quinzena de Junho na região de Necuto, Chinvula Chiaca e Cata-Xivava. Informação que não pode ser verificada pela PNN.
O Governo de Angola, MPLA, ainda não reconhece a existência de combates em Cabinda, e consequentemente não confirma a morte de militares. Através do ministro Sem Pasta, António Bento Bembe, atribui as acções da resistência a actos de banditismo local.
Apesar da UNITA ter quebrado o silêncio sobre uma resolução politica para a questão de Cabinda, rejeitada pela direcção da FLEC, o Governo angolano recusa oficialmente qualquer discussão que vise a reabertura de negociações com as forças nacionalistas, militares e intelectuais, cabindesas. O MPLA prefere continuar a apostar no Memorando de Entendimento assinado com António Bento Bembe, ex líder de uma facção extinta da guerrilha cabindesa. Mas, oficiosamente o MPLA tem estabelecido contactos com os nacionalistas cabindeses que rejeitam Bento Bembe.
É uma sequência da «decepção» do Governo angolano em relação aos parcos resultados obtidos pelo Fórum Cabindes para o Dialogo (FCD) de Bento Bembe que além de não conseguir congregar em seu torno as múltiplas sensibilidades nacionalistas, e sendo radicalmente rejeitado pela guerrilha, começa a ser vítima de fortes divergências e divisões internas.
A operação de sedução das populações cabindesas refugiadas nos congos revelou-se também como um «fiasco» para a equipa de Bento Bembe que disponibilizara fortes meios financeiros e apoios nesta iniciativa, confirmaram refugiados. |
 |
| (c) PNN Portuguese News Network |
|