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Emboscada contra seleco togolesa em Cabinda

Angola2010: Guerrilhas virtuais geram confuso sobre a autoria do ataque

Lisboa Um comunicado de uma suposta FLEC/PM, que reivindica a autoria do ataque contra a equipa togolesa em Cabinda, est a gerar confuso na imprensa. Os autores do ataque, FLEC/FAC, ainda no emitiram comunicado oficial.

Esse comunicado que est a circular um absurdo, essa FLEC/PM no existe, virtual, no tem militares nem estrutura, fruto da imaginao de um elemento que foi excludo da FLEC/FAC (Foras Armadas de Cabinda) e agora por vingana age dessa forma para descredibilizar o nosso movimento declarou PNN Pirilampo, operacional da resistncia em Cabinda, chefias miliares da guerrilha em Cabinda denunciam a mesma situao.

Em Cabinda a FLEC tornou-se numa marca de referncia sinnimo de nacionalismo e rejeio de Angola. Desde 1963, ano da criao da Frente de Libertao do Enclave de Cabinda (FLEC) que surgem uma multiplicidade de movimentos com o mesmo nome a fim de beneficiarem do prestgio da FLEC. A partir de 1974 inicia efectivamente a luta armada pela independncia de Cabinda.

Na dcada de 80 a FLEC, e o seu brao armado FAC (Foras Armadas de Cabinda), controlavam mais de 70 por cento do territrio de Cabinda num espao que designavam como Zonas libertadas geridas como um Estado independente.

Uma ciso na FLEC na dcada de 90 levou criao de um segundo movimento armado designado FLEC/PM, o qual no tem qualquer relao com o movimento que reivindicou os ataques de 08 de Janeiro, sob a liderana de Tiburcio Luemba este movimento acaba por alterar a sigla para FLEC Renovada.

Aps a morte de Jonas Savimbi e o abandono da luta armada pela UNITA, Angola investe militarmente em Cabinda, conseguindo desalojar a FLEC/FAC das suas bases fixas no Centro e Norte do enclave, enquanto a FLEC Renovada, apenas dominante no sul do territrio, sofre igualmente uma importante derrota.

Fragilizados, ambos os movimentos, decidem fundir-se em 2004 numa s estrutura que adoptaria apenas a sigla FLEC. O presidente da FLEC/FAC assume a presidncia da nova estrutura enquanto Antonio Bento Bembe, ex presidente da FLEC Renovada empossado como secretrio-geral. No entanto a fuso dos movimentos armados rivais nunca chegou a ser uma realidade, apenas a ala poltica efectuou algumas aces conjuntas.

Bento Bembe opta pela ciso e negocia isoladamente a rendio. Nzita Tiago no reconhece as aces de Bento Bembe e o divrcio consumado, regressando a FLEC sua verso original de FLEC/FAC.

Desde 1963 o denominador comum na FLEC o seu presidente Nzita Tiago, 82 anos, ora adulado ora contestado, exilado desde 1988 em Frana. Ao longo dos 47 anos de existncia a FLEC tornou-se numa autntica fbrica de nacionalistas originando na proporo das dissidncias o surgimento de clones de FLECs sem expresso: FLEC Vermelha, FLEC Lubota, FLEC Lopes, FLEC Original, FLEC Patritica, FLEC Histrica, FLEC/PM e muitas outras. Apenas com uma existncia virtual a maior parte destes movimentos sobrevivem atravs da internet, emitindo comunicados onde reivindicam falsas ameaas e operaes fantasmas. A sigla FLEC alm de uma marca tornou-se num fundo de comrcio.

Hoje o nico movimento que dispe de um aparelho militar operacional em Cabinda a FLEC/FAC presidida por Nzita Tiago, em Frana, com vice-presidente Alexandre Tati e Estanislau Miguel Boma como Chefe do Estado-maior, ambos no interior de Cabinda.

Contrariando a alegaes de Angola quando afirma que j no h guerra em Cabinda a FLEC/FAC continua activa e operacional, tendo contudo alterado, desde 2002, a sua estratgia logstica e militar. As bases fixas passaram a bases mveis e efmeras, e as foras militares esto distribudas por todo o territrio em pequenos grupos de comandos que se fundem com a populao.

Desde 2006 que Nzita Tiago afirma que est disposto a negociar com Angola uma soluo pacfica para o conflito Cabinda. Nunca obtive qualquer resposta de Luanda afirma o lder da FLEC. Face ao silncio de Angola e da comunidade internacional a resistncia passa a atacar alvos estrangeiros acusados de cumplicidade com o Governo do MPLA. Algumas empresas madeireiras so atacadas assim como veculos de empresas chinesas. O pico da aco ocorreu com a morte de um cidado brasileiro. Entretanto Mesmo assim Angola recusa reconhecer que a guerra persiste em Cabinda e atribui a autoria dos ataques a grupos de bandidos.

O CAN em Cabinda seria a cartada angolana que testemunharia a pacificao do territrio. Aps o ataque contra delegao togolesa a FLEC reverteu a situao e todos os mdias do planeta tm agora a ateno virada para o conflito em Cabinda e para a FLEC.

RN

(c) PNN Portuguese News Network

2010-01-09 14:48:41

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Comentrios
  
Antonio gabriel zinguila  2011-07-28 13:10:36
Eu confirmo que cabinda nao angvola

Pitra  2010-10-15 16:33:55
Acho que ns os cabinda temos de nos conformar que no vamos ter ok sempre queriamos ter vamos nos unir e esquecer a guera nela no teremos exitos so conflitos esquecem de tudo que ja passamos vamos penssar no progresso dos nossos filhos, o futuro da manha e ajudar o desenvolvimento do pas.

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