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Espectro da guerra civil regressa ao pas

Costa do Marfim: O Golpe de Estado de Laurent Gbagbo

Abidjan Fronteiras fechadas, foras armadas em estado de alerta, imprensa estrangeira censurada, troca de tiros na capital, este o panorama na Costa do Marfim assente no conceito de democracia de Laurent Gbagbo que insiste em ser presidente.

Os aclitos do presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, tentaram todos os meios para impedir a sada dos resultados da segunda volta das eleies presidenciais de 28 de Novembro. Impacientes os habitantes de Bouak, antigo centro nervoso da oposio armada a Gbagbo e capital norte durante a guerra civil, gritavam nas ruas: Queremos os resultados, no queremos Gbagbo.

A crise disparou quando a Comisso Eleitoral Independente (CEI) atrasa a divulgao provisria dos resultados. Na primeira tentativa de divulgao impedida em directo nos canais de televiso por prximos de Gbagbo. Por fim, quinta-feira, a CEI, anunciou a vitria do candidato da oposio, Alassane Ouattara, com 54,1 %, contra 45,9 % para Gbagbo.

No entanto o Conselho Constitucional, chefiado por um prximo de Laurent Gbagbo decidiu invalidar o resultado anunciado pela CEI, anulando os votos de sete departamentos do norte do pas controlado pelos ex rebeldes, e declara que o derrotado Gbagbo o candidato vitorioso com 51 %.

Uma vitria rejeitada pela ONU que apenas reconhece os resultados da CEI, assim como a Frana, ex potncia colonial e principal parceiro econmico do pas, que apoiou discretamente Alassane Ouattara. Numa tomada de posio inequvoca Barack Obama saudou a vitria de Ouattara. Tambm Duro Barroso, presidente da Comisso Europeia, qualificou este sbado Alassane Ouattara como o legitimo vencedor das eleies.

A agravar a situao o chefe dos ex rebeldes das Foras Novas (FN), que aps os acordos de 2007, que puseram fim guerra civil no pas, assumiu o cargo de primeiro-ministro, Guillaume Soro, no aceitou a vitria de Laurent Gbagbo e declarou que ir entregar a sua demisso.

Desde os acordos de Uagadugu, assinados a 04 de Maro de 2007 entre Laurent Gbagbo e o chefe da rebelio do norte, Guillaume Soro, que terminaram com uma guerra civil iniciada em 2002 entre o norte e sul e sul do pas, o clima poltico na Costa do Marfim permaneceu frgil. Um conflito que teve como pano de fundo fortes interesses econmicos controlados por ambas as frentes, cacau no sul, algodo e diamantes no norte.

Cada vez mais isolado, mas sem perder tempo, Laurent Gbagbo tomou posse este sbado, 04 de Dezembro, e prestou juramento por mais um mandato envolto num clima de tenso total. Mesmo com o recolher obrigatrio e os militares fiis a Gbagbo patrulharem as ruas, os protestos e manifestaes j causaram vrios mortos, os disparos de armas ligeiras e pesadas so ouvidos com frequncia. Ambos os campos polticos acusam-se reciprocamente como responsveis do regresso ao caos e o espectro da guerra civil cada vez mais patente na Costa do Marfim.

Rui Neumann

(c) PNN Portuguese News Network

2010-12-04 18:33:13

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Comentrios
  
Manuel Alberto Conde  2010-12-19 07:10:04
Gosto muito dos vossos programas diarios e cada vez que informam certas verdades da situaao politica da minha querida provncia Cabinda.
Sou estudante em Kinshasa na R.D.C.


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(Ningum pode arrancar: A rvore (adulta) que j tem razes.)
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