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Piratas cada vez mais atrevidos

Moambique: Inoperacionalidade da Marinha abre portas a piratas somalis

Maputo - Cerca de um ms depois do desaparecimento do Vega 5, embarcao ao servio da empresa Pescamar, detida pela empresa espanhola Pescanova, permanecem dvidas quanto ao que verdadeiramente aconteceu.

Relatos divulgados na altura afirmaram que o sequestro fora levado a cabo por piratas somalis, que estariam apostados em alargar o seu raio de aco no Oceano ndico como forma de, primeiro, se livrarem das Foras navais internacionais que tentam controlar a zona do Golfo de Adem e, por outro, aumentar as potenciais receitas obtidas com os resgates.

Apesar de 22 dos 24 tripulantes sequestrados serem moambicanos, fonte policial afirma que as autoridades de Madrid contactaram o Executivo de Aires Ali no sentido de coordenaram as negociaes com os piratas e, se necessrio, disponibilizarem meios para uma operao tctica para a libertao dos refns, uma vez que dois dos refns so espanhis.

Aparentemente, o Governo moambicano no pretender pagar qualquer resgate que venha a ser exigido. No entanto, fontes institucionais referem que este assunto sensvel est a ser acompanhado pelo Instituto Nacional de Marinha, pelo Ministrio das Pescas e pelo Instituto de Mar e Fronteiras, mas ainda sem resultados concretos. Certo que ningum sabe o paradeiro exacto do navio, se foi exigido algum resgate ou se todos os tripulantes esto vivos e bem de sade.

O Presidente da Repblica, Armando Guebuza, e o seu Governo parecem estar mais interessados em analisar at que ponto o fenmeno da pirataria em guas moambicanas poder vir a servir de justificao aos Estados Unidos da Amrica, para se instalarem militarmente na regio e aspirarem ao controlo das rotas martimas de acesso ao Mdio Oriente. conhecida, desde h largos anos, a inteno de instalar o Comando AFRICOM na costa oriental africana.

Longe destas consideraes geoestratgicas, no topo da agenda da classe poltica moambicana, o sequestro do Vega 5, embora recente, no caso nico. Atravs de um comunicado divulgado no Portal do Governo no final de 2010, o prprio Agostinho Mondlane, Vice-Ministro da Defesa Nacional confirmava que a Marinha de guerra de Moambique recebera um pedido de ajuda de um navio alvo de uma tentativa de ataque pirata a 200 kms da costa de Quelimane.

O facto dos piratas somalis se mostrarem cada mais atrevidos em desencadear ataques contra navios comerciais cada vez mais longe das suas guas, significa que as guas territoriais moambicanas, no so alvo de uma vigilncia capaz pela Marinha de Guerra de Moambique.

Mais a Norte, graas aos esforos levados a cabo por contingentes navais da NATO, os piratas vm o seu crculo de aco mais reduzido. Moambique passa assim a ser o destino bvio destas aces. Face a este cenrio, necessrio questionar o Governo sobre as razes da sua hesitao em solicitar ajuda externa, seja de mbito sub-regional, africano, europeu ou mesmo junto de pases amigos como Portugal.

No passado, as aces de cooperao tcnico-militar com Portugal incluram a oferta de meios navais por parte da antiga potncia colonial. Segundo Fonte militar portuguesa, Portugal est atento ao que se passa no ndico e conhecedor do caso Vega 5. No entanto, o empenhamento naval portugus est orientado para a Fora da NATO estacionada junto costa da Somlia. No obstante, um eventual pedido de ajuda oficial por parte do Governo de Moambique seria, certamente, alvo da ateno do Governo portugus, assegura a mesma Fonte.

J em 2007, Portugal ofereceu seis embarcaes e equipamento para o Corpo de Fuzileiros da Marinha moambicana e em 2010, coube aos Estados Unidos, numa clara operao de charme poltico, entregar 12 embarcaes e seis viaturas para reforo da fiscalizao martima. Em Agosto de 2010, Moambique participou em exerccios navais com a frica do Sul e o Zimbabu, ao abrigo do Comit Martimo Permanente da SADC.

Importa perguntar: o que foi feito das ofertas recebidas pela Marinha de Guerra de Moambique e qual a importncia dos exerccios em que esta participa. Se a extenso da costa e a insuficincia de meios continuam a ser apresentados como justificao para a aparente incapacidade da Marinha de Guerra moambicana em salvaguardar as guas territoriais do pas, existem aliados Portugal, Brasil, frica do Sul, Zimbabu, Unio Europeia, Naes Unidas, - que manifestaram j interesse em cooperar. Cabe agora s autoridades de Maputo negociar o preo por essa colaborao.

Francisco Silvano

(c) PNN Portuguese News Network

2011-01-31 20:43:03

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